EXPLORANDO AS ESTRUTURAS DOS PESQUEIROS "1"
Por L.A.Siqueira - Consultor técnico

Estruturas aquáticas são obstáculos físicos encontrados nos rios, represas, estuários, lagos e outros.
A maioria dos peixes predadores, procuram as estruturas, como forma de proteção e refúgio contra possíveis inimigos, como aves aquáticas, lontras e outros predadores. Nestes locais os peixes predadores também espreitam suas vítimas armando emboscadas fatais. São pontos de referência que auxiliam os pescadores à localizar os peixes, e por isso é bom saber reconhecer para melhor explorar.
GALHADAS: São árvores e troncos semi-submersos que abrigam os peixes em represas, rios, estuários e etc. São pontos infalíveis na maioria das condições normais de pesca esportiva. Os arremessos precisos nessas estruturas são responsáveis por estouros de belos tucunarés, robalos e back bass. Porém é bom lembrar que estas estruturas são pontos de abrasão com a linha, e um bom shock-leader se faz necessário para evitar a ruptura da mesma.

PEDREIRAS: Pontos onde há amontoados de pedras são viveiros de espécies forrageiras, que por sua vez atraem os predadores que alimentam-se nestes locais. Novamente temos o inconveniente da abrasão contra nossas linhas, e também a possibilidade de enrroscos. Iscas como os jigs são menos propensas ao enrrosco, além de explorar com mais eficiência os diversos níveis de profundidade.

GROTAS: São as extremidades dos braços das represas, onde geralmente encontamos uma nascente d'água. Abrigam cardumes de alevinos que por sua vez atraem predadores.
BICOS DE GROTAS: Nestes locais são encontrados peixes de grande porte, que guardam a entrada da grota para abater presas de passagem.
DROP-OFFS: São degráus íngrimes submersos, em que transitam os peixes de menor porte. Merecem maior atenção aqueles que tem fendas, pedras isoladas ou tôcos em sua extensão.
BARRAS DE RIOS: São locais em que grandes peixes aguardam a passagem de presas desorientadas pela vazão ou correnteza. Arremessos no sentido transversal garantem a apresentação da isca junto ao canal principal.

CORREDEIRAS: Também abrigam predadores em busca de vítimas incautas, com maior atuação nas áreas anteriores e posteriores à corredeira propriamente dita.
PÍERS E PILARES DE PONTES: A sombra e o abrigo dos pilares dão aos peixes predadores uma sensação de segurança e condições para espreitar suas presas, além de servir de refúgio para peixes de passagem. São estruturas imbátíveis ao entardecer e ao amanhecer.

TÁTICAS: As estruturas aquáticas devem ser exploradas pela dupla de pescadores, de forma que o pescador que está na proa, arremesse sempre na parte anterio da estrutura, e o companheiro na área posterior. A cobertura de uma área extensa deve ser feita em forma de "leque", afim de dar chances iguais aos dois pescadores.

Sempre no início de cada mês a seção é reformulada com novos assuntos